Oleo de coco ou azeite? Azeite por favor!

Jan 16, 2018 | Aprenda, Blogue

Todos sabemos que dos nossos caprichos consumistas resulta sofrimento e prejuízos vários para o Planeta e seus habitantes. Alguns tão terríveis que, só de falar, já dói.

Explorações agrícolas que devastam campos e florestas, populações escravizadas, trabalho infantil, fome, doença, e nem os animais são poupados, em nome do lucro. Precisamos de estar informados, antes de comprar aquele produto, alimento ou derivado, maravilhosamente embalado, cheiroso e apetitoso, repleto de recomendações benéficas para a saúde e a beleza, apregoadas por campanhas de marketing, artigos ‘encomendados’ e estudos inconclusivos ou inexistentes.

Entre a panóplia de cereais, sementes, frutas, legumes e plantas várias, vinda do outro lado do mundo, paga a preço de ouro, estão os famigerados óleos de palma e de coco, a ganhar terreno e adeptos.

É um erro pensar que esta escolha ajuda os países pobres, porque quem ganha, mesmo, são as empresas – instalam-se, pagam salários de miséria, pervertem o habitat natural e põem em causa todo o equilíbrio e a sustentabilidade da vida.

O óleo de coco, caro e indicado para um rol de utilizações, destrona alimentos e produtores tradicionais, com consequências negativas para a economia do País, tudo por estar na moda e na mão de multinacionais poderosas, que não respeitam as regras estabelecidas pelas cooperativas de “Comércio Justo”, que há muito tentam proteger as populações locais e a biodiversidade das regiões. A franca expansão na Ásia de plantações de coqueiros, para produção do óleo de coco, chega ao cúmulo de utilizar macacos bebés que, sob maus tratos, são acorrentados no topo das árvores para a apanha dos frutos.

Video: Monkeys abused by Coconut Farmers

Artigo: Coco: do conto de fadas comercial ao pesadelo animal

Tudo acontece sob a capa de uma nutrição saudável, com gorduras ‘amigas’ do desempenho cardiovascular, ditames que a Ciência não assina na totalidade. Assim, à cautela, evite óleos de coco refinados (feito de coco seco), pobres em propriedades nutritivas, e opte apenas pelo puro ou biológico (virgem ou extra virgem), obtido da polpa do fruto fresco e extraído a baixas temperaturas, que mantém nutrientes, cor, aroma e sabor.

Artigo: Óleo de coco virgem, extra virgem, orgânico ou sem sabor?

Mas nunca esqueça: a mais genuína ‘superfood’ do mundo – o Azeite das nossas velhas e boas oliveiras, está aqui ao nosso alcance e é produzido no nosso país. Não o deixe fora do prato e descubra porquê no nosso livro A Vida Virgem Extra, o coração agradece.