

Continuamos perante a urgência em racionalizar o uso da água, poupando-a ao máximo e respeitando as medidas do Relatório de Monitorização da Seca.
– diminuir regas de jardins e hortas, e praticá-las em horários apropriados;
– optar por regas de sobrevivência nas zonas verdes;
– proibir enchimentos de piscinas, lavagens de viaturas e logradouros;
– Encerrar fontes decorativas. Não sei se estas medidas já foram aplicadas a todas as regiões, mas deviam.
No nosso dia a dia e nas nossas casas também há forma de todos podemos ajudar, tais como:
– Não tomar banho de banheira optar antes por duches mais rápidos;
– redução do caudal das torneiras e da capacidade dos autoclismos;
– aproveitamento de águas para outros fins, como por exemplo, reutilizar a água de lavar legumes ou de cozeduras, para regar plantas ou dar de beber aos animais;
– criar cisternas próprias (reservatórios de águas pluviais ou outras) não é regredir, é recorrer a um sistema remoto mas inteligente, e de fácil execução, como demonstram tantos sites na internet.




No meio rural e agrícola, é altura de se começar a tomar medidas já para o verão que vem aí! É obrigatório prevenir do alto risco de incêndios, temos que nos lembrar que as barragens e albufeiras estão com pouca água, e que não vai haver água para combater os fogos. É preciso agir já!
Por isso, a limpeza de matos é essencial, em redor das casas, nos caminhos e na floresta, desbastar áreas de pinheiros bravos e eucaliptais, e sobretudo criar corredores de segurança nestas áreas, algo que por exemplo não se vê nas grandes áreas de pinheiro bravo que existem aqui em Marvão. Claro a reposição de arvoredo perdido, é sempre bem vinda.
A par disso, toda a captação de água será alvo de restrições e maior fiscalização, seja nas albufeiras públicas ou em poços e furos, feitos à margem da lei. Por isso apesar do país estar cheio de cartazes com anúncios de captação de água e furos é melhor ter isto em consideração e tirar a respectiva licença. Quanto ao habitual uso das albufeiras públicas para o gado beber, directamente nas margens foi proibido, para evitar a degradação da qualidade da água.
As medidas deste plano de prevenção estão em vigor e faz parte das funções da Comissão de Acompanhamento da Seca implementá-las e verificar o seu cumprimento. Como cidadãos das regiões mais afectadas pela seca e pelos fogos, cabe-nos estar a par, colaborar para que sejam seguidas por todos e fazer a sua divulgação, bem como pedir ajuda ao próprio Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral, se necessário for, através do Tel.: 21 323 46 00 ou em gpp.pt.
Por mais pequena que a nossa contribuição pareça, juntos fazemos a diferença na luta para abrandar um problema que pelos vistos vai perdurar, porque a escassez de água está a aumentar no nosso magnifico Planeta. Vamos a isso!
Saiba mais
www.gpp.pt/index.php/monitorizacao-da-seca/impacto-da-seca
www.gpp.pt/images/Agricultura/Seca/Relatorio_Monitorizaco_-30-novembro_2017.pdf
www.agroges.pt/em-2017-os-resultados-economicos-da-agricultura-portuguesa-melhoraram-significativamente-em-relacao-a-2016-francisco-avillez/
Outros efeitos
observador.pt/2018/01/07/fogos-e-seca-fazem-disparar-emissoes-de-co2-para-recorde-da-decada/

