



Entre a panóplia de cereais, sementes, frutas, legumes e plantas várias, vinda do outro lado do mundo, paga a preço de ouro, estão os famigerados óleos de palma e de coco, a ganhar terreno e adeptos.
O óleo de coco, caro e indicado para um rol de utilizações, destrona alimentos e produtores tradicionais, com consequências negativas para a economia do País, tudo por estar na moda e na mão de multinacionais poderosas, que não respeitam as regras estabelecidas pelas cooperativas de “Comércio Justo”, que há muito tentam proteger as populações locais e a biodiversidade das regiões. A franca expansão na Ásia de plantações de coqueiros, para produção do óleo de coco, chega ao cúmulo de utilizar macacos bebés que, sob maus tratos, são acorrentados no topo das árvores para a apanha dos frutos.


Artigo: Coco: do conto de fadas comercial ao pesadelo animal
Tudo acontece sob a capa de uma nutrição saudável, com gorduras ‘amigas’ do desempenho cardiovascular, ditames que a Ciência não assina na totalidade. Assim, à cautela, evite óleos de coco refinados (feito de coco seco), pobres em propriedades nutritivas, e opte apenas pelo puro ou biológico (virgem ou extra virgem), obtido da polpa do fruto fresco e extraído a baixas temperaturas, que mantém nutrientes, cor, aroma e sabor.
Artigo: Óleo de coco virgem, extra virgem, orgânico ou sem sabor?
Mas nunca esqueça: a mais genuína ‘superfood’ do mundo – o Azeite das nossas velhas e boas oliveiras, está aqui ao nosso alcance e é produzido no nosso país. Não o deixe fora do prato e descubra porquê no nosso livro A Vida Virgem Extra, o coração agradece.


– High-fat oil and low-paid farmers: the cost of our coconut craze
– Switching From Coconut Oil to Olive Oil Can Be Good for Your Heart
– Some Experts Dispute AHA Warning on Saturated Fats, Coconut Oil

